40 anos do Concurso Cidadão-Samba do Carnaval de Florianópolis

Na última coluna, os leitores acompanharam como se originou o tradicional Concurso de Cidadã-Samba do Carnaval da cidade, idealizado em 1963. Já a versão masculina do certame começou a ser realizada somente em 1987, e mesmo assim, enfrentou períodos que sequer ocorreu o evento.

Extraoficialmente, o nome do sambista Manoel Fernando da Costa, da Protegidos da Princesa, é referenciado como o primeiro Cidadão-Samba em votação realizada no ano de 1971.

Arsênio, 1º Cidadão Samba em 1987 - Foto: O Estado/Hemeroteca Digital Catarinense
Arsênio, 1º Cidadão Samba em 1987 – Foto: O Estado/Hemeroteca Digital Catarinense

Entretanto, o 1º concurso oficial aconteceu em 1987, saindo vitorioso o saudoso Jorge Luiz Arsênio, também conhecido como “Kadochi” ou “Arsênio do Pandeiro, representando a sua paixão Protegidos, eternizou o seu nome na história do samba manezinho”. Mesmo não acontecendo desfile de escolas de samba em 1988, Valter Costa – “Valtinho”, conquista o 1º lugar pelo Copa.

Valtinho, cidadão samba 1988 - Foto: Acervo Valter Costa
Valtinho, cidadão-samba – Foto: Acervo Valter Costa

A crônica jornalística não registrou os vencedores nas edições de 1989 a 1991 (se é que ocorreu), enquanto que em 1992 o excelente sambista representante da Protegidos, Marco Aurélio Verginia – “Xexéu” conquista a premiação. Em 1994, mais uma vez a Copa Lord representada por Lidio Augusto Costa Filho, o querido e saudoso “Seu Lidinho”, mostra a força e a linhagem da Família Costa, repetindo o feito dos irmãos Valtinho e Nilzete.

Lídio Costa, Seu Lidinho, cidadão-samba 1994 - Foto: Acervo LIESF
Lídio Costa, Seu Lidinho, cidadão-samba 1994 – Foto: Acervo LIESF

Não foram localizados os vencedores nos anos de 1995 e 1996, enquanto que em 1997 e 1998 não houve desfiles na passarela. Xexéu conquista o terceiro título em em 1999 e 2000, fechando o Século XX como o mais vitorioso.

Os primeiros anos do Século XXI foram marcados pelo talento e a leveza de Adilson Coelho, pentacampeão de 2001 a 2005, excepcional sambista da Copa e que nos deixou precocemente. Edemar da Costa Pereira – o “Ninho do Pandeiro” arrematou o tricampeonato de 2006 a 2008, e em 2009 triunfou Marcelo Fumaça, ambos da Consulado. A primeira conquista da Unidos da Coloninha veio com Léo Cunha, em 2010, e Ricardo Gomes da Protegidos alcança o 1º lugar em 2011.

Adílson Coelho, cidadão samba 2001 a 2005. Crédito reprodução Jornal O Carona
Adílson Coelho, cidadão samba 2001 a 2005 – Foto: Reprodução/Jornal O Carona

Jefferson William da Costa, o “Nego Gê” da Copa Lord alcança a impressionante marca de 6 títulos (2012,2014 a 2018) e só não conseguiu a sétima conquista porque não ocorreu desfile em 2013. Em 2019, foi a vez de Cleber Franco – “Faísca” levar o título para a escola do Caeira e no ano seguinte, Johnson Alexandre trouxe o título para a escola do Morro do Mocotó.

Em razão da Pandemia Covid, foram suspensos a realização dos desfiles no período de 2021 e 2022. Retomado em 2023, o representante da Protegidos, Johnson Alexandre, conquista o seu segundo triunfo. Jordson Vieira da Cunha, que traz na veia o DNA de dois ícones do samba, a mãe Elza Lucimar (Elzinha) e o pai, Mestre Dica, levou para a Coloninha a faixa de Cidadão-Samba, e em 2025, quem recebeu a premiação de melhor sambista foi Vanderlan Júnior da Embaixada Copa Lord.

O atual vencedor do concurso é Luan Lima de Farias, representante da Protegidos da Princesa. No Carnaval de 2027 que se aproxima, será comemorado 40 anos do concurso, consolidando-se como manifestação tradicional da festa carnavalesca da Capital.

Negro Gê e a filha Dhandara, o presente e o futuro
Negro Gê e a filha Dhandara, o presente e o futuro

O ranking por escola apresenta a Embaixada Copa Lord com 13 conquistas, Protegidos com 8, Consulado com 5 e Coloninha com 2 vitórias. Individualmente, o maior vencedor é “Nego Gê” com seis títulos, consagrado como “Eterno Cidadão Samba”. E nesse Carnaval, caro leitores, quem levará a faixa de melhor sambista?

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