O legado de mulheres na Os Protegidos da Princesa

Há famílias que não apenas fazem parte de uma escola de samba. Elas ajudam a explicar a história que existe por trás dela. Na Os Protegidos da Princesa, gerações se encontram no mesmo chão de samba. A coroação de Chayeni Cristiny Fraga e Ana Carolina Bittencourt para o Carnaval 2027 representa a continuidade de uma história construída dentro da comunidade.

Chayeni e Ana Carolina, mãe e filha serão coroadas na Protegidos - Foto: Arquivo Pessoal
Chayeni e Ana Carolina, mãe e filha serão coroadas na Protegidos – Foto: Arquivo Pessoal

Aos 19 anos, Ana Carolina será coroada primeira princesa da escola, enquanto Chayeni será, pelo segundo ano consecutivo, madrinha de bateria do Groove da Favela, ao lado da rainha Ingrid Gonzaga. Mãe e filha carregam a história das famílias Bittencourt e Fraga, totalmente ligadas à Protegidos e ao Carnaval de Florianópolis. Chayeni, Rainha do Carnaval da cidade em 2016 e 2017 e dona de uma lista extensa de títulos na cidade, agora vê a filha ocupar um espaço que ela conhece há anos.

Talvez a melhor tradução desse momento esteja na ideia de que uma geração ensina a outra a amar a tradição. Chay não entrega à filha apenas uma trajetória no Carnaval, mas o repertório de quem viveu, construiu memórias e ajudou a formar uma identidade dentro da escola.

Ana Carolina recebeu essa herança desde o ventre da mãe, mas começou a construir seu próprio caminho. Ancestralidade não é repetir os passos de quem veio antes, é saber de onde se veio para decidir onde se quer chegar.

Ao lado da rainha Thienne Czizeweski, da segunda princesa Rosana Lobo, da musa Wanessa Basílio e do casal de Cidadão e Cidadã Samba, Luã Lima e Sthefanny Costa, Ana Carolina inicia esse novo capítulo.

Há algo especialmente bonito em ver uma mãe assistir à filha ser coroada. Chayene fez história. Agora, Ana Carolina começa a escrever a sua, levando consigo o amor pela cultura que aprendeu dentro de casa.

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